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11/04/2018

A THAI AIRWAYS PROÍBE EMBARQUE DE PASSAGEIROS OBESOS NA CLASSE EXECUTIVA

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A tailandesa Thai Airways International está restringindo literalmente o tamanho de seus passageiros na classe executiva. Quem embarcar nos Boeing 787 Dreamliner da companhia não podem ter mais de 142 cm de circunferência. Companhia justifica a medida por conta da adoção de instalação de novos cintos de segurança com airbag, que limitam o uso de extensores empregados por pessoas obesas ou com crianças de colo.O uso de cintos de segurança com airbag tem se tornado padrão na primeira classe de algumas companhias aéreas, assim como em diversas classes executivas, melhorando a segurança dos passageiros. O dispositivo acoplado a tira do cinto infla em caso de casos de incidentes como turbulências, pousos mais bruscos ou saídas da pista. Todavia, o tema se tornou polêmico e tem atraído críticas de diversos passageiros e entendidas de direitos humanos. O assunto não é novo, recentemente a finlandesa Finnair passou a pesar, de forma voluntária, os passageiros e suas bagagens e mão. O objetivo nesse caso é reavaliar o peso padrão do passageiro médio, utilizado para o correto balanceamento das aeronaves. A norte-americana Hawaiian Airlines passou a restringir que passageiros marcassem com antecedência os lugares nos voos entre a Samoa e o Havaí. O motivo também é melhorar o balanceamento dos aviões.

 

Medidas Polêmicas

Porém, o caso se tornou polemico, já que a Samoa é famosa por contar com uma população obesa. Tanto que em 2013, a então Samoa Air, passou a cobrar um adicional pelo peso dos passageiros em seus aviões. Na ocasião, a empresa havia alegado que era uma maneira mais justa de cobrar pelo transporte aéreo, já que o peso é fundamental na composição do voo. O balanceamento é feito antes de cada voo, distribuindo o peso a bordo do avião de maneira a obter o correto equilíbrio das forças que atuam sobre a aeronave. Via de regra, o peso do passageiro é padrão, com 70 kg adultos. Com a mudança no peso da população as empresas alegam a necessidade de rever o peso real a bordo. Ainda assim, o peso do passageiro interfere na disponibilidade de combustível e no transporte de carga. O primeiro item representa o maior custo de operação de um voo, enquanto o segundo fator é uma importante fonte de receita das companhias aéreas. Com a redução constante na tarifa aérea no mundo, enquanto os aviões de tornam máquinas cada vez mais sofisticadas e caras, as empresas aéreas alegam que suas margens de lucro estão cada vez menores, se aproximando perigosamente do momento que um voo não consegue se viabilizar. Isso leva uma disputa entre passageiros e companhias, cada um tentando defender da melhor forma seus interesses.

Fonte: Aero Magazine