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06/05/2019

CRISE NO SETOR AÉREO

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Os casos de falência na aviação não são tão incomuns quanto se imagina. Só neste ano, nove empresas aéreas endividadas deixaram de voar no mundo, desde pequenas, como a sul-coreana AirPhilip, até companhias mais relevantes, como a Jet Airways, que chegou a ser uma das maiores da Índia. Nos EUA, American Airlines, Delta e United já tiveram de recorrer ao 'Chapter 11', o equivalente à recuperação judicial brasileira, mas acabaram sobrevivendo.

 

Entre 2015 e 2017, período mais delicado da aviação brasileira desde os anos 2000, as aéreas brasileiras tiveram que diminuir gastos e renegociar dividas. Nessa época, muitos apostaram que a GOL seria a primeira a sucumbir — dado seu nível de endividamento —, mas uma renegociação com credores, aliada a um plano de devolução de aeronaves, garantiu a virada do jogo. Latam e Azul fizeram movimentos semelhantes em suas frotas e contaram ainda com novos recursos — a primeira vendeu uma participação para a Qatar e a segunda abriu capital. A Avianca, porém, não recuou no número de aeronaves, em uma tentativa de ganhar participação de mercado, e, além disso, entrou para o mercado internacional (em 2017), o que, segundo especialistas, deixou a situação da Avianca insustentável, já que, se o avião não sai lotado, o prejuízo é gigantesco.