A agência federal de aviação dos Estados Unidos (FAA) pode aplicar uma multa de US$ 255 mil (R$ 1,31 milhão) à American Airlines, sob a alegação de que a companhia permitiu que comissários de bordo retornassem a funções sensíveis à segurança sem concluir todos os testes obrigatórios de acompanhamento após resultados positivos para drogas e álcool. De acordo com a FAA, doze comissários de bordo testaram positivo para substâncias como álcool, anfetaminas, cocaína, maconha e metanfetamina entre maio de 2019 e dezembro de 2023.
A agência acrescentou que eles retomaram às atividades operacionais antes de cumprirem integralmente os protocolos de follow-up exigidos em programas de controle de substâncias — requisito crítico para funções ligadas à segurança operacional na aviação comercial. Em nota, a American Airlines disse que está analisando o caso. A companhia aérea acrescentou que os programas internos foram aprimorados ao longo dos anos, com foco no fortalecimento de procedimentos de supervisão e responsabilização. Ela tem prazo de trinta dias para responder formalmente à carta de aplicação da penalidade emitida pela FAA, conforme os procedimentos administrativos do regulador.
CONTEXTO REGULATÓRIO
Os programas de testagem de drogas e álcool são parte dos requisitos mandatórios da FAA para profissionais que exercem funções críticas na aviação civil, como tripulação de cabine, pilotos e equipes de manutenção. O cumprimento integral das etapas de testagem — incluindo avaliações de retorno ao trabalho e monitoramento contínuo — é considerado essencial para mitigar riscos operacionais e assegurar a conformidade regulatória no setor aéreo.