SAIBA QUAIS SERÃO OS IMPASSES DA HOTELARIA PÓS-PANDEMIA

21/04/2020

  Um dos setores mais afetados pelo novo coronavirus (Covid-19), a hotelaria não sofre somente com a queda de ocupação e faturamento, mas também com a necessidade de projetar o cenário e os primeiros passos pós-pandemia. Certificações de segurança, definição de tarifa e até necessidade descentralizar serviços são temas a serem debatidos, principalmente entre hotéis independentes, que não contam com o suporte de uma grande rede. Em meio a esta luta por sobrevivência, a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) estima a falência de 10% dos hotéis durante a pandemia.

 

  Neste contexto, o primeiro ponto a ser equalizado pelos meios de hospedagem está na diária média na retomada, que será resultado de uma equação entre o limite que hotéis podem praticar para serem rentáveis e o mínimo necessário para que turistas voltem a viajar. Em cenário de crise econômica, o valor certamente será menor que o praticado antes da pandemia.

 

  “Já tem sido discutido um down grade muito grande de valores, o que é ruim, porque isso não vai proporcionar uma rápida recuperação do caixa das empresas. O valor que vai atrair o cliente e remunerar adequadamente o empreendimento é ainda uma incógnita”, explica Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA).

 

  Diferente do setor aéreo, que conta com poucos players, a hotelaria nacional conta com mais de 10 mil hotéis, de acordo com levantamento da consultoria JLL, sendo 90% independentes. Este cenário torna quase que impossível estabelecer um piso tarifário para evitar uma guerra de preços em busca de clientes. “Claro que não será feita uma combinação de preços, mas é necessário não entrar em uma guerra tarifária. Conversas e trocas de ideias entre os líderes do setor é preciso para evitar uma depreciação do nosso produto de modo a não prolongar ainda mais uma recuperação”, analisa Sampaio.